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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Denúncia: Crianças são incitadas a beijar meninos e meninas nas escolas

Audiência pública deu voz a pais, professores e crianças ao relatar fortes casos de estímulo à erotização infantil.

Há mais de 10 anos o Brasil encabeça a lista da ONU de exploração sexual infantil no país. Em relatório emitido pelo Disque 100 – principal canal de combate à pedofilia –, só em 2011 foram mais de 35% de denúncias de violência contra crianças. Ontem, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias reservou o dia em Audiência Pública para falar sobre o assunto e, principalmente, sobre políticas públicas e materiais que fazem apologia à erotização precoce de crianças e adolescentes.
Estiveram com a palavra a pastora e doutora, Damares Alves, assessora da Frente Parlamentar Evangélica, Dr Guilherme Schelb procurador regional da República e coordenador do Programa Proteger e a promotora de Justiça do Mato Grosso, Dra. Lindinalva Rodrigues.

O Estado investindo na sexualidade precoce de crianças
Com imagens chocantes de cartilhas e livros distribuídos em escolas públicas do país, doutora Damares falou sobre a necessidade da casa se levantar para uma ação mais efetiva de fiscalização das ações do Estado, com enfoque na educação básica. Em todos os casos em que os materiais foram encontrados, os órgãos ou entidades responsáveis afirmavam não saber como haviam parado nas mãos de crianças entre 9 e 13 anos.
Para apresentar mais evidências das ações realmente estruturantes na educação para tratar a sexualidade da forma mais liberal possível, sem restrições de idade, Damares apresentou as cartilhas e livros de secretarias estaduais de educação, deste ano, que ensinam meninas de 9 anos a se masturbarem com a ajuda de um espelho e falam sobre o “ponto G” na mulher. A advogada falou, ainda, sobre as páginas de cadernos scanneados que recebe de pais assustados, ao verem a tarefa de casa de seus filhos: “beijar três meninos e três meninas no fim de semana e relatar a experiência”.
Após os relatos, o promotor Guilherme Schelb, mesmo com os muitos anos de luta e conhecimento da causa, iniciou suas palavras, emocionado, relatando caso de um professor que, para ensinar o ato sexual, projetou um filme pornô em sala de aula para crianças entre 10 e 12 anos.
A naturalização da pedofilia
Um dos materiais que, misteriosamente, apareceram nas mãos de crianças, foi financiado pelo Governo Holandês em uma campanha de apoio à diversidade LGBT.  Veja o vídeo com a cartilha. O material é tão obsceno que apenas uma página pode ser mostrada na TV e, mesmo assim, continha uma piada de duplo-sentido.
É preciso lembrar que a Holanda é um país fortemente conhecido pela legalização da prostituição e o paraíso das drogas, além de ser o primeiro país a contar com um partido que defende, em bancada, o direito a homens adultos terem relações sexuais com crianças e animais.


Damares alerta como, no Brasil, em alguns lugares como nas regiões Ribeirinhas do Amazonas, já se houve falar em “cultura do incesto”, são regiões em que o abuso de criança ocorre há muito tempo e a lei é difícil de chegar. Mesmo assim, a pastora lembra “É preciso combater essa normalidade”.
No Brasil já tem se falado sobre a “autonomia de vontade sexual da criança” que, nada mais é, reconhecer que a criança tem desejos e ela deve realizá-los. Mas o procurador chama a atenção para o fato de que a criança não distingue o que é informado, sugerido ou ordenado. Por isso, incitar o sexo nela como fonte de prazer é ir de frente à sua natureza biológica, assim como, obrigar meninos a beijar meninos ou vestirem-se como meninas.  Para Guilherme, Nem o Estado, nem mesmo os pais têm o direito de impor a sexualidade sobre seus filhos, até o momento em que a psique está sendo formada, é preciso proteger a identidade biológica da criança, ou seja, “menina é menina e menino é menino!”, repetia o promotor.
No fim, Damares chamou atenção ainda para as festinhas realizadas em família, como neste vídeo, em que crianças dançam de forma extremamente sensual entre si, enquanto pais, tios e avós acham toda a cena engraçada. “A erotização da criança prepara o caminho para a aceitação social do sexo entre adultos e crianças”, concordou o promotor.

Por Renata Carvalho

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